Confira mais fotos dos nosso super heróis no face do CAS!!
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Super Heróis em LIBRAS
A Oficina de LIBRAS para as famílias, fechou o primeiro semestre de 2015 com chave de ouro!
Os pais, junto com os professores, organizaram uma peça de teatro "Os Super Heróis em LIBRAS", com o objetivo de, além do aprendizado da Língua de Sinais, promover um momento de interação com seus filhos.
Vale a pena assistir o vídeo!
O CAS agradece todo o empenho dos pais, e também da equipe. Ver a reação dos alunos e a alegria ao perceberem seus pais como heróis, ficará para sempre registrado em nossa memória.
terça-feira, 30 de junho de 2015
EscreVendo o Português, viVendo o mundo da leitura
O ensino da leitura é um grande desafio para professores de língua
portuguesa como segunda língua para surdos. Mas com certeza não se
compara ao desafio da criança surda para aprender a ler.
Não há uma receita certa, infalível para auxiliar o professor.
Por isso, precisamos aguçar nossos olhos e observar a criança surda
nessa jornada. Para ela, a noção de palavra é muito distante de
sua realidade, a questão da escrita é uma incógnita, já que ela
não representa a língua dessa criança. Por isso, dizer para a
criança que ela precisa aprender, que é importante e etc, etc não
é suficiente para estimulá-la.
Observando as crianças ouvintes de três, quatro anos, percebemos
que elas adoram cantar, declamar pequenos versos, às vezes até
poemas. Ora, essas crianças já estão aprendendo a ler. Cada
música, poema ou verso que elas aprendem é um passo rumo à
leitura. Quantas palavras, significados ficam registrados em sua
memória! Quanta alegria em cantar! Mas, acima de tudo, quanto prazer
em aprender a Língua Portuguesa!
Pensando especificamente na criança surda, é importante lembrar
que a primeira língua que ela aprende é a Libras, não é o
Português. Então, aprender a ler significa aprender uma segunda
língua, à qual a criança não tem acesso pelo ouvido. Ou seja,
diferentemente das ouvintes, as crianças surdas, ao chegarem na
escola, não têm um “banco de palavras” na memória para
auxiliá-las na leitura.
Será que nós professores temos consciência disso? Como nós
ensinamos? Como selecionamos os textos? Que tipo de textos
oferecemos?
Ler não é uma atividade realizada apenas para aprender a gramática
do português. Ler não é uma atividade que se faz para cumprir
tarefas pedidas pelos professores. Ler vai muito além de decifrar
palavras que aparecem em sequência num pedaço de papel.
De fato a leitura permite realizar todas essas atividades, no
entanto, essa não é sua finalidade. Para que uma criança surda
aprenda a ler falta algo. Falta prazer. Onde está o prazer de
aprender a língua portuguesa?
Está em suas mãos, professor! Deixe a criança surda cantar,
declamar com as mãos. Associe movimento aos textos, junte alegria,
acrescente emoção! Misture com descobertas, tempere com desafios,
recheie com cores e cubra com conhecimento! Depois, deixe-a curtir e
repetir quantas vezes ela quiser. O sabor dessa aventura a gente
nunca esquece!
Neste primeiro semestre de 2015, iniciamos o projeto “Identidade”
estudando as partes do corpo. Para ajudar na aquisição do
vocabulário (etapa indispensável para o desenvolvimento da
leitura), usamos vários materiais de apoio, como os bonecos de pano
articulados, o kit caras e caretas, fichas com o nome das partes do
corpo, dados com o nome das partes do corpo, atividades dirigidas,
jogos online, entre outros, e tivemos aulas na sala de informática.
Veja o que fizemos...
O resultado, confira abaixo!
Por Ana Lúcia Kretzer Barotto
terça-feira, 16 de junho de 2015
Habilidades Auditivas
No
Serviço de Áudio-Comunicação, a integração entre fonoaudiologia e pedagogia
visa promover o desenvolvimento da criança surda usuária de implante coclear,
alinhando os atendimentos no intuito de garantir uma intervenção mais ampla e
completa, unindo de forma sistemática habilidades auditivas e comunicativas da
criança, estimuladas por situações de aprender a escutar, onde habilidades de
audição, fala, linguagem, cognição, escrita e comunicação são integradas,
seguindo as seqüências do desenvolvimento natural.
Um dos objetivos deste serviço é o de desenvolver as habilidades
auditivas do individuo (detecção, discriminação, reconhecimento e compreensão
auditiva) ajudando-o a aprender a escutar, através do trabalho de treinamento
auditivo de forma que a reabilitação/ habilitação aconteça gradativamente.
O
treinamento auditivo tem por finalidade fazer com que esses usuários aprendam a
ouvir e interpretar os sons desenvolvendo ao máximo seus resíduos auditivos,
visando desenvolver as funções auditivas necessárias a aquisição e ao
desenvolvimento da linguagem oral.
A primeira habilidade auditiva que a pessoa surda adquire é a detecção
auditiva e, conseqüentemente, deve ser a primeira habilidade a ser trabalhada
onde se deve chamar atenção para a presença e ausência do som.
O passo seguinte é trabalhar a discriminação auditiva, onde são
apresentadas respostas diferenciais diante de características específicas do
estímulo sonoro. Diferenciar dois ou mais estímulos sendo eles: sons
instrumentais, sons ambientais, sons de fala, discriminação quanto a sua
duração, discriminação quanto à intensidade.
Posteriormente ou concomitantemente, trabalha-se o reconhecimento
auditivo, onde deverá identificar o som, classificando-o e nomeando o que
ouviu, repetindo ou apontando o estímulo.
Por fim, a última habilidade a ser trabalhada é a compreensão auditiva, na qual é preciso entender os estímulos sonoros sem repetição. Responder perguntas, seguir instruções e recontar histórias.
As habilidades auditivas da criança, assim como a linguagem
oral, se aperfeiçoam não somente com a idade e com o desenvolvimento, mas,
sobretudo, com a prática auditiva.
Ouvir deve ser um ato constante e natural, qualquer
atividade do cotidiano pode ser aproveitada para estimulação.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
EscreVendo Português, DescreVendo o Mundo...
No mês de abril, conversamos sobre sentimentos. Fizemos um cartaz
com uma árvore seca representando uma vida sem sentimentos. Depois, procuramos
entre os diversos tipos de sentimentos, aqueles que gostaríamos que estivessem
na árvore e começamos a mudar nossa árvore, deixando-a mais bonita.
Então, em uma de nossas conversas,
surgiu a seguinte pergunta:
“Como seria o mundo se as pessoas tivessem sempre bons sentimentos
umas para com as outras?”
As crianças se manifestaram livremente, trocaram idéias e depois,
cada uma escreveu um texto, cujo título era:
“No meu mundo...”
Após muitas conversas, comparações, análises, fizemos uma “versão para o Português”.
Veja o que fizeram:
No meu mundo...
M. F.
No meu
mundo
É bom ter
família.
Os meninos
e meninas brincam.
As pessoas
cuidam dos idosos.
No meu
mundo
As pessoas
brincam com o cachorro.
Os amigos
e a família comem juntos.
As
famílias se amam.
No meu
mundo
As pessoas
cuidam dos bebês.
As pessoas
cuidam da casa.
Há amor
entre as pessoas e elas namoram.
No meu
mundo
A mamãe
cuida do filho.
As pessoas
cuidam dos animais.
As pessoas
cuidam das flores.
No meu
mundo
As pessoas
pegam maçãs e comem.
As pessoas
amam os filhos.
No meu mundo...
G. H.
A criança
pode brincar.
As pessoas
amam.
As pessoas
são alegres.
No meu
mundo
A mãe
cuida do bebê.
As pessoas
cuidam do cão.
As pessoas
cuidam do gato.
As pessoas
cuidam dos animais.
No meu
mundo
Brincar é
bom.
As pessoas
aprendem.
As pessoas
cuidam da casa.
As pessoas
são bondosas.
No meu
mundo
As pessoas
namoram.
As pessoas
vivem em união.
As pessoas
são amigas.
No meu
mundo
As pessoas
falam a verdade.
As pessoas
cuidam da natureza.
No meu mundo...
K .S.
No meu
mundo
É bom ter
família.
As pessoas
ajudam os idosos.
A mãe
cuida do bebê.
No meu
mundo
As pessoas
brincam com o cachorro.
Na escola,
a professora ajuda a aluna.
A aluna
aprende na escola.
No meu
mundo
A mãe leva
o filho pela mão para o carro não atropelá-lo.
Há amor
entre as pessoas e elas namoram.
Em casa, a
mãe cozinha para a família.
No meu
mundo
As pessoas
são amigas e vivem em paz.
A vovó
cuida da natureza.
Os carros
não podem poluir as ruas.
Simples e singelo... pura poesia, não acham?!
E o seu mundo, como é?
sexta-feira, 11 de abril de 2014
E o Projeto “Corpo Humano em Movimento, Ação e Emoção” continua!
Os alunos do SEALI estão aprimorando
seus conhecimentos e conceitos na língua de sinais de forma lúdica e dinâmica.
Uma das atividades realizadas foi a
representação do corpo humano utilizando palitos de picolé. Os alunos
capricharam, quanta criatividade!!!
O objetivo do projeto foi proporcionar
o detalhamento de cada parte do corpo e seu funcionamento.
Por meio de momentos ricos como esses,
os alunos podem aprender a língua de sinais e tomar consciência de seu próprio
corpo.
O projeto reserva surpresas...
Aguardem!!!
Texto: Profº Bilíngue João Netto
Revisão: Ana Lúcia Kretzer Barotto
Equipe SEALI
João Netto – Professor Bilíngue
Cristiane Valente Vieira – Instrutora de Libras
Janaína Kosztrzepa – Instrutora de Libras
Karine Cardoso – Instrutora de Libras
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