Responsável:
Prof. Luiz Agusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português
Plano
de aula - Tema:
“O PRINCIPE SAPO”
O
objetivo é ensinar
LIBRAS, aumentar o vocabulário, expressão facial, corporal. O
usuário aprende a memorizar textos sinalizados, e a relacionar
histórias infantis, e do imaginário. Treinamos as sinalizações
correspondentes ao vocabulário da história e fizemos um ensaio
adaptado da história assistida, uma releitura do vídeo original,
onde as adaptações e improvisos foram essenciais para o sucesso. A
cada treino o vídeo era assistido novamente e sanado duvidas de
forma que cada vez mais, melhorava as sinalizações e a memorização
do conteúdo. As discussões á respeito do tema geraram mais
aprendizado do que o esperado. Houve entrosamento, dialogo e
aprendizado de sinais antes desconhecidos pelo grupo de alunos.
Os
materiais usados foram EVA e TNT coloridos e foram feitas coroas para
príncipe e princesas, máscara de sapo, utilizados pratos e copos
descartáveis, uma almofada grande, uma bola plástica, uma mesa,
quatro cadeiras e um tatame e confeccionamos uma árvore de papelão,
materiais esses para compor um cenário para o vídeo.
A
parte mais difícil foi a falta de prática dos usuários em encenar
e fazer fluir naturalmente o texto. O vídeo tomado como base, pode
ser encontrado em https://www.youtube.com/watch?v=B_1sPE7EzWU
.
O
vocabulário principal, tratado com esse tema tem os seguintes sinais
em Libras: sapo, rei, rainha, coroa, bola, árvore, chorar, susto,
afundou, ajudar, pegar, pensar, trocar, vestido, jóias, dar,
não/negação, querer, junto, comigo, comer, distante, nada, dentro,
castelo, cama, prometer, pular, muitos, nunca, poder, fugir, esperar,
meu, minha, esquecer, tchau, ir, assustar, porquê, perseguir,
estranho, brincar, ver, duvidar, convidar, quieto, calor, sentar,
feliz e outros.
Responsável:
Prof. Luiz Augusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português Pedagoga: Marli Simiano de Souza
Plano
de aula - Tema:
O bairro onde moro
Essa atividade consiste em
ensinar o português escrito com aulas temáticas. O primeiro tema
trabalhado foi “O bairro onde moro” e está previsto outro tema
como, “A casa onde moro”, complementando com o primeiro.
O usuário desenvolverá o tema,
e aprenderá de forma espontânea, unindo curiosidade, brincadeiras e
a aquisição do português escrito, porque precisará sempre lêr e
escrever sobre o tema dado. Dessa forma o professor poderá trabalhar
a gramática do português escrito junto com as sinalizações em
Libras.
Para o tema “O bairro onde
moro” os usuários montaram sobre uma prancha de papelão,
revestida com cartolina colorida, maquetes feitas de papel, que o
professor buscou na internet. Então cada maquete é personalizada,
pois traz a informação que o usuário tem sobre o local onde vive.
Tiveram a sua disposição, casas, prédios, igrejas, animais,
carros, estradas, semáforo, etc O material utilizado foi: papelão,
tinta guache, pincel permanente azul e vermelho, moldes para recortar
e colar, tesoura sem ponta, cartolina, palito de espetinho de gato,
cola branca, tampa de garrafas pet e fotocópias. Além da maquete,
buscamos na internet, no Google maps, o endereço dos usuários. Eles
puderam localizar seu bairro e suas casas. Alguns não conheciam esse
recurso e ficaram admirados com as imagens, pois localizaram casas de
pessoas conhecidas e parentes que moram próximos. Os moldes podem
ser encontrados em
http://graciele-santos.blogspot.com.br/2013/06/moldes-para-fazer-casinha-de-papelao-ou.html
, neste blog há links para todos os moldes trabalhados.
No português escrito trabalhamos
com sujeito/verbo/objeto e obtivemos bom rendimento no aprendizado.
Exemplo: [A]
CASA ONDE ESTÁ ? EU TENHO CARRO. ESSA É [A] IGREJA. EU MORO AQUI .
[A] CASA É VERDE . [O] VASO TEM FLORÊS . etc.
Abaixo
alguns registros das atividades.
Fonte/Créditos:
Quadros
Ronice Muller de. Magali L.P. Schmietd- Idéias para ensinar
português para surdos – Brasilia – MEC, SEESP, 2006
Bomfim,
Duane Antunes – Aprendendo a Entender: Teorias e Práticas para o
processo de ensino aprendizagem de surdos Governador Valadares:
Editora ASAS, 2010
Lemes,
Valderez A. M. Prass – Iniciando a Comunicação escrita: Leviatã
(não localizei data e editora).
Responsável:
Prof. Luiz Agusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português
Plano
de aula - Tema:
Contos desenhados
Esse recurso foi utilizado inicialmente para criar empatia entre
professor e usuário, uma vez que estavam se conhecendo logo nas
primeiras aulas do semestre letivo. A estorinha infantil cativa e o
fantasma da rejeição por um professor novo e falta que faz do jeito
de trabalhar do professor anterior, vão se dissipando
gradativamente, fazendo com que o usuário se familiarize mais fácil.
Com estórias infantis o usuário aprenderá a memorizar textos
sinalizados, desenhos e a relacionar histórias infantis e o
imaginário. Foco nos sinais da LIBRAS e expressões faciais. Foram
utilizados o quadro branco, lápis, EVA, tesoura sem ponta. Durante a
contação da estória o professor vai desenhando no quadro as partes
do tema, de forma que ao final, aparecerá na lousa o desenho
completo, objeto da história a ser contada. Além de “O
camundongo”, foram trabalhados temas como, “O sorvete”, “O
coelho” e “A chave”. Os desenhos também foram refeitos em EVA,
e cartolina, recortados como um quebra-cabeça para que o usuário
associasse as partes do desenho com as partes que se relacionam com a
estória. Monta e conta, ou desenha na lousa e conta. Trabalhamos as
duas formas.
O vocabulário em Libras, tratado na sala é o que faz parte
integrante da estória e é possível utilizar esse recurso para
conhecer as habilidades dos alunos e seus conhecimentos da Libras.
Além disso pode-se ensinar outros temas, como natureza, animais,
família, cores etc.
O usuário participa, refazendo o desenho e recontando a estória do
seu modo aos demais usuários.Todos os usuários que
participaram, acabaram de alguma forma, contando a estória do seu
jeito, acrescentando, ou retirando os itens que não lembrava, mas ao
final o desenho sempre saia completo.
O usuárioirá fazer da leitura algo mais prazeroso e
relacionar desenhos + habilidades de raciocínio/criatividade.
Interagir.
No dia 29 de abril, a equipe do Centro
de Capacitação de Profissionais de Educação e de Atendimento às Pessoas com
Surdez (CAS) da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) participou,
pela segunda vez, da feira do livro do Colégio Santa Catarina. Os profissionais
apresentaram uma adaptação da história do Sítio do Pica-pau Amarelo. A peça foi
toda em LIBRAS com os interpretes fazendo as vozes dos personagens.
O principal objetivo é difundir a língua de sinais e mostrar que todos
podem ter acesso a cultura. Para a Equipe do CAS “foi muito
gratificante a integração das crianças com os atores surdos, participando do
espetáculo e demonstrando interesse em aprender LIBRAS
para poder se comunicar com a comunidade surda”.
Agradecemos a equipe do Colégio Santa Catarina pelo convite e pela
oportunidade de podermos mostrar um pouco da língua de sinais e da cultura
surda.
Em junho de 2015, publicamos aqui no blog um texto que
falava a respeito das habilidades auditivas a serem trabalhadas com os usuários
de Implante Coclear, que vão ajudá-los a aprender a escutar através do trabalho
de treinamento auditivo, que tem por finalidade
fazer com que esses usuários aprendam a ouvir e interpretar os sons, com o
intuito de desenvolver as funções auditivas necessárias a aquisição e ao
desenvolvimento da linguagem oral.
Mas antes de chegar nessa fase existem etapas que antecedem o
trabalho dessas habilidades, como a ativação do implante coclear e o
mapeamento, que gostaríamos de falar um pouquinho
Aativação do
implante coclearéum dos momentos de maior ansiedade, não só para o paciente e
sua família, mas também para toda a equipe
envolvida. Para a ativação, a unidade externaéposicionada pela primeira
vez atrás da orelha, conectada pela antena imantada à unidade interna e
ligada (ativada).
Em seguida, alguns testes são realizados em busca da
sensação auditiva do paciente e sua reação.
Na
ativação são estabelecidos os parâmetros de funcionamento dos sons que serão
identificados pelo processador de fala e que vão permitir ao paciente escutar.
Os primeiros trinta dias após a ativação buscam fazer com que a pessoa
tenha as primeiras experiências sonoras, percebendo os sons dos ambientes
em que vivem e das vozes às quais estarão expostas a partir de então.
Para
as crianças com surdez congênita e aqueles pacientes que
nunca ouviram,écomum que esse seja um
momento de estranheza e até mesmo de desconforto. Trata-se do cérebro
recebendo impulsos inéditos, ainda sem saber bem
como identificá-los e o que fazer com eles. Para a pessoa que ouve pela primeira
vez, os conceitos de “som”, “voz” ou “barulho” ainda não
existem, e começam a ser estabelecidos a partir deste momento. Para os pacientespós-linguaise que previamente dominavam a linguagem oral, a ativação
tende a causar menos surpresa. A natureza e qualidade dos sons percebidos pela
estimulação elétrica do implante coclear também
são novas e estranhas para eles, que precisam se acostumar a elas. Mas apesar
dessa possível estranheza, a ativação também
costuma ser o momento mais bonito e emocionante de todo o tratamento.
Depois desse primeiro mês, ocorrerá o primeiro mapeamento.
Depois os mapeamentos passam para uma rotina bimestral, trimestral,
semestral até que se tornem um acompanhamento anual, onde o objetivo é ajustar
os sons de maneira que fiquem cada vez mais claros, fortes e nítidos, sem
provocar qualquer tipo de desconforto.
Tanto o nervo auditivo
quanto o cérebro precisam aprender a identificar o novo som codificado do
implante coclear, e os ajustes na programação são fundamentais para ir
melhorando a audição e a discriminação da fala.
Depois que tudo se
estabiliza, o paciente passa a realizar o acompanhamento anual que é de suma
importância tanto para monitorizar a evolução com os testes de percepção de
fala, como para monitorizar o implante coclear, já que na consulta sempre é
verificado o funcionamento dos eletrodos, o funcionamento da unidade implantada
e orientações com o processador de fala.
Ao mesmo tempo em que os
mapeamentos vão sendo realizados, vai acontecendo o trabalho de treinamento
auditivo com o objetivo de realizar estimulação auditiva para que se desenvolva
de forma satisfatória a comunicação expressiva e receptiva do implantado, pois
como já dito anteriormente, quem recebe o som é o ouvido, mas quem escuta e
compreende o que foi ouvido é o cérebro e essas etapas são fundamentais para o
sucesso do Implante Coclear, já que o implante permite a condição para escutar,
porém a competência da escuta se dará por meio da estimulação do treinamento
auditivo e de linguagem através de atendimento especializado.
Literatura é uma
linguagem específica que, como toda linguagem, expressa uma determinada
experiência humana, e dificilmente poderá ser definida com exatidão. Cada época
compreendeu e produziu a literatura a seu modo. Conhecer esse “modo” é, sem
dúvida, conhecer a singularidade de cada momento da longa marcha da humanidade
em sua constante evolução. Conhecer a literatura que cada época destinou
as suas crianças é conhecer os ideais e valores ou desvalores sobre os quais
cada sociedade se fundamentou (e se fundamenta...). (COELHO, 2000, p. 27-28)
A literatura infantil sempre esteve e estará
presente em nossas vidas muito antes da leitura e da escrita, seja por meio das
cantigas de ninar, das brincadeiras de roda ou das contações de histórias
realizadas pelos familiares. Porém quando as crianças chegam à escola é que a
literatura passa a ter o poder de construir uma ligação lúdica entre o mundo da
imaginação, dos símbolos subjetivos, e o mundo da escrita, dos signos
convencionais impostos pela cultura sistematizada.
Uma boa obra literária é aquela que
apresenta a realidade de forma nova e criativa, deixando espaço para o leitor
descobrir o que está nas entrelinhas do texto. A interação da criança com a
literatura possibilita uma formação rica em aspectos lúdicos, imaginativos e
simbólicos. O desenvolvimento dessa interação, com procedimentos pedagógicos
adequados, leva a criança a compreender melhor o texto e seu contexto.
A literatura
favorece o desenvolvimento humano, tanto o social quanto o individual.
Transforma a realidade, pois possibilita a reflexão do real e desperta na
criança a busca de uma conquista de seus desejos. A literatura é um instrumento
que transmite conhecimento e a cultura de uma comunidade.
São três as funções exercidas
pela literatura: a função psicológica, a formadora e a social. A função
psicológica desperta no homem a necessidade de fantasiar. A função formadora
estimula o desenvolvimento educacional e a formação do homem. Enquanto a função
social leva o indivíduo à sua identificação com o ambiente vivenciado na obra
literária.
A literatura
tem um papel importante para educação da criança, em sua fase de grandes
descobertas e curiosidades. Como arte, a literatura trabalha o imaginário, a
criatividade e estimula a linguagem. Assim, pais e professores devem explorar
as múltiplas visões possibilitadas pela leitura de textos literários, que levam
as crianças à possibilidade de reflexão, questionamento e recriação do real.
De acordo
com os estudos de Williams e Mclean (1997), crianças surdas, acostumadas com
leitura de livros de histórias em LIBRAS, tentam recontar as histórias.
Descrevem os sentimentos das personagens baseando-se no texto e na ilustração.
As crianças explicam razões para o comportamento das personagens e julgam as
suas ações.
As crianças
surdas passam pelas mesmas etapas que as crianças ouvintes no processo de
aquisição de leitura e escrita. Ou seja, apresentam a capacidade de elaborar
representações simbólicas e desenhos, de reconhecer os formatos das letras,
para enfim chegar à forma convencional de aprendizagem da escrita e leitura. E
para se desenvolverem precisam passar pelas etapas da aquisição de linguagem no
seu tempo, com sua língua oral ou visual, para não terem um déficit na sua
aprendizagem.
Quadros
(2000) comenta que o acesso a leitura e escrita pela criança surda teria duas
“chaves preciosas”: o relato de histórias e a produção de literatura infantilem sinais. Introduzirtextos em língua de sinais, enquanto
prática discursiva, dará condições para a criança surda de perceber como
funciona o texto escrito. Esta possibilidade de trabalhar a língua de sinais
via texto poderia ser concretizada através da utilização de vídeos em língua de
sinais, contos de história por adultos surdos, teatros, etc.
Procurar uma literatura
infantil que pudesse agregar, além do exposto acima, o desenvolvimento da
linguagem, o conhecimento de mundo e a riqueza cultural do nosso país,
levou-nos até Monteiro Lobato, com sua rica e espetacular obra “O Sítio do
Picapau Amarelo”. Com o “Sítio”, Monteiro Lobato
passou a fazer parte da formação de gerações e gerações de brasileiros, por
meio de histórias cujo conteúdo educativo se mescla à irreverência, à liberdade
de imaginação, ao incentivo ao questionamento e ao desenvolvimento de leitores
críticos e independentes. Nesse espaço ficcional moderno e democrático,
convivem figuras típicas da cultura brasileira - como o Saci, a boneca de pano
e o curupira-, heróis da mitologia grega, personagens de desenho animado e uma
infinidade de tipos e situações que fundem o arcaico ao moderno, a realidade à
fantasia, em formas narrativas coloquiais e despojadas, que lembram a tradição
oral de contar histórias.
Este plano
de trabalho para o CAS, no segundo semestre de 2015, proporcionará as crianças
e seus familiares, um leque amplo de conceitos, conhecimentos culturais,
interações, focados no objetivo principal: a aquisição e aprendizado da LIBRAS.
Esperamos
que, com esse trabalho possamos contribuir significativamente com os
professores que atuam na educação de surdos, com propostas de atividades,
criação de materiais e sugestões de interação entre escola, alunos e famílias.
Se você chegasse na Rússia sem saber o idioma local e fosse acometido por uma doença que o levasse ao hospital, o que faria para se comunicar com médicos e enfermeiros?
Se estivesse de passagem na Índia e fosse preso acusado de cometer um crime do qual é inocente, como faria para dar seu depoimento?
E se você chegasse na Alemanha, precisasse fazer uma entrevista de emprego sem falar nem sequer uma palavra no idioma alemão?
Acho que de inicio ficaria desesperado não é?!
Mas.... se descobrisse que há uma central com profissionais intérpretes a disposição gratuitamente?
Uffffaaaaaa!!!!
Fazendo uma comparação com os exemplos acima, no Brasil existem surdos que falam a Libras, a Língua Brasileira de Sinais, e quando estão em situações parecidas se sentem como estrangeiros em seu próprio país.
Para que isso não ocorra contamos com as Centrais de Interpretação de Língua de Sinais (CILS) e em especial aqui em Santa Catarina na cidade de São José está a CILS/SC que dispõe de profissionais habilitados para mediar a comunicação entre surdos e ouvintes.
Se você é surdo e precisa ir ao médico, depor em alguma delegacia, fazer uma entrevista de emprego, solicitar ou acompanhar seu benefício da Previdência Social ou participar de um julgamento, entre em contato conosco.
Skype: Central Intépretes SC
E-mail: centralinterpretes@fcee.sc.gov.br.
Se você é um profissional das áreas citadas acima e vai atender um surdo, também pode solicitar nossos serviços através das mesmas ferramentas.
Mas lembre-se, é necessário fazer o agendamento com 48 horas de antecedência e atendemos toda a Grande Florianópolis.
E atenção, o objetivo da CILS é fazer apenas a interpretação entre as partes envolvidas, não fornecemos trabalho de orientação em quaisquer das áreas mencionadas.
Conheça os profissionais que trabalham atualmente na CILS/SC.