quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Plano de aula - Tema: “O PRINCIPE SAPO”

Boletim informativo
Responsável: Prof. Luiz Agusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português
Plano de aula - Tema: “O PRINCIPE SAPO”


O objetivo é ensinar LIBRAS, aumentar o vocabulário, expressão facial, corporal. O usuário aprende a memorizar textos sinalizados, e a relacionar histórias infantis, e do imaginário. Treinamos as sinalizações correspondentes ao vocabulário da história e fizemos um ensaio adaptado da história assistida, uma releitura do vídeo original, onde as adaptações e improvisos foram essenciais para o sucesso. A cada treino o vídeo era assistido novamente e sanado duvidas de forma que cada vez mais, melhorava as sinalizações e a memorização do conteúdo. As discussões á respeito do tema geraram mais aprendizado do que o esperado. Houve entrosamento, dialogo e aprendizado de sinais antes desconhecidos pelo grupo de alunos.
Os materiais usados foram EVA e TNT coloridos e foram feitas coroas para príncipe e princesas, máscara de sapo, utilizados pratos e copos descartáveis, uma almofada grande, uma bola plástica, uma mesa, quatro cadeiras e um tatame e confeccionamos uma árvore de papelão, materiais esses para compor um cenário para o vídeo.
A parte mais difícil foi a falta de prática dos usuários em encenar e fazer fluir naturalmente o texto. O vídeo tomado como base, pode ser encontrado em https://www.youtube.com/watch?v=B_1sPE7EzWU .
O vocabulário principal, tratado com esse tema tem os seguintes sinais em Libras: sapo, rei, rainha, coroa, bola, árvore, chorar, susto, afundou, ajudar, pegar, pensar, trocar, vestido, jóias, dar, não/negação, querer, junto, comigo, comer, distante, nada, dentro, castelo, cama, prometer, pular, muitos, nunca, poder, fugir, esperar, meu, minha, esquecer, tchau, ir, assustar, porquê, perseguir, estranho, brincar, ver, duvidar, convidar, quieto, calor, sentar, feliz e outros.

Alguns registros do teatro.


























Plano de aula - Tema: O bairro onde moro

Boletim informativo
Responsável: Prof. Luiz Augusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português
Pedagoga: Marli Simiano de Souza
Plano de aula - Tema: O bairro onde moro

Essa atividade consiste em ensinar o português escrito com aulas temáticas. O primeiro tema trabalhado foi “O bairro onde moro” e está previsto outro tema como, “A casa onde moro”, complementando com o primeiro.
O usuário desenvolverá o tema, e aprenderá de forma espontânea, unindo curiosidade, brincadeiras e a aquisição do português escrito, porque precisará sempre lêr e escrever sobre o tema dado. Dessa forma o professor poderá trabalhar a gramática do português escrito junto com as sinalizações em Libras.
Para o tema “O bairro onde moro” os usuários montaram sobre uma prancha de papelão, revestida com cartolina colorida, maquetes feitas de papel, que o professor buscou na internet. Então cada maquete é personalizada, pois traz a informação que o usuário tem sobre o local onde vive. Tiveram a sua disposição, casas, prédios, igrejas, animais, carros, estradas, semáforo, etc O material utilizado foi: papelão, tinta guache, pincel permanente azul e vermelho, moldes para recortar e colar, tesoura sem ponta, cartolina, palito de espetinho de gato, cola branca, tampa de garrafas pet e fotocópias. Além da maquete, buscamos na internet, no Google maps, o endereço dos usuários. Eles puderam localizar seu bairro e suas casas. Alguns não conheciam esse recurso e ficaram admirados com as imagens, pois localizaram casas de pessoas conhecidas e parentes que moram próximos. Os moldes podem ser encontrados em http://graciele-santos.blogspot.com.br/2013/06/moldes-para-fazer-casinha-de-papelao-ou.html , neste blog há links para todos os moldes trabalhados.
No português escrito trabalhamos com sujeito/verbo/objeto e obtivemos bom rendimento no aprendizado. Exemplo: [A] CASA ONDE ESTÁ ? EU TENHO CARRO. ESSA É [A] IGREJA. EU MORO AQUI . [A] CASA É VERDE . [O] VASO TEM FLORÊS . etc.

Abaixo alguns registros das atividades.















Fonte/Créditos:
Quadros Ronice Muller de. Magali L.P. Schmietd- Idéias para ensinar português para surdos – Brasilia – MEC, SEESP, 2006
Bomfim, Duane Antunes – Aprendendo a Entender: Teorias e Práticas para o processo de ensino aprendizagem de surdos Governador Valadares: Editora ASAS, 2010
Lemes, Valderez A. M. Prass – Iniciando a Comunicação escrita: Leviatã (não localizei data e editora).

Plano de aula - Tema: Contos desenhados

Boletim informativo
Responsável: Prof. Luiz Agusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português
Plano de aula - Tema: Contos desenhados

Esse recurso foi utilizado inicialmente para criar empatia entre professor e usuário, uma vez que estavam se conhecendo logo nas primeiras aulas do semestre letivo. A estorinha infantil cativa e o fantasma da rejeição por um professor novo e falta que faz do jeito de trabalhar do professor anterior, vão se dissipando gradativamente, fazendo com que o usuário se familiarize mais fácil.
Com estórias infantis o usuário aprenderá a memorizar textos sinalizados, desenhos e a relacionar histórias infantis e o imaginário. Foco nos sinais da LIBRAS e expressões faciais. Foram utilizados o quadro branco, lápis, EVA, tesoura sem ponta. Durante a contação da estória o professor vai desenhando no quadro as partes do tema, de forma que ao final, aparecerá na lousa o desenho completo, objeto da história a ser contada. Além de “O camundongo”, foram trabalhados temas como, “O sorvete”, “O coelho” e “A chave”. Os desenhos também foram refeitos em EVA, e cartolina, recortados como um quebra-cabeça para que o usuário associasse as partes do desenho com as partes que se relacionam com a estória. Monta e conta, ou desenha na lousa e conta. Trabalhamos as duas formas.
Esses contos podem ser encontrados em : Contos desenhados de Per Gustavson https://br.pinterest.com/ProfeCaren/contos-desenhados/ .
O vocabulário em Libras, tratado na sala é o que faz parte integrante da estória e é possível utilizar esse recurso para conhecer as habilidades dos alunos e seus conhecimentos da Libras. Além disso pode-se ensinar outros temas, como natureza, animais, família, cores etc.
O usuário participa, refazendo o desenho e recontando a estória do seu modo aos demais usuários. Todos os usuários que participaram, acabaram de alguma forma, contando a estória do seu jeito, acrescentando, ou retirando os itens que não lembrava, mas ao final o desenho sempre saia completo.

O usuário irá fazer da leitura algo mais prazeroso e relacionar desenhos + habilidades de raciocínio/criatividade. Interagir.





  

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O CAS da FCEE leva LIBRAS para as Escolas

 

No dia 29 de abril, a equipe do Centro de Capacitação de Profissionais de Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) participou, pela segunda vez, da feira do livro do Colégio Santa Catarina. Os profissionais apresentaram uma adaptação da história do Sítio do Pica-pau Amarelo. A peça foi toda em LIBRAS com os interpretes fazendo as vozes dos personagens.
O principal objetivo é difundir a língua de sinais e mostrar que todos podem ter acesso a cultura. Para a Equipe do CAS “foi muito gratificante a integração das crianças com os atores surdos, participando do espetáculo e demonstrando interesse em aprender LIBRAS para poder se comunicar com a comunidade surda”.
Agradecemos a equipe do Colégio Santa Catarina pelo convite e pela oportunidade de podermos mostrar um pouco da língua de sinais e da cultura surda.












Confira o vídeo no Facebook do CAS/FCEE












segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ativação e Mapeamento do Implante Coclear de uma Usuária da FCEE

         
            Em junho de 2015, publicamos aqui no blog um texto que falava a respeito das habilidades auditivas a serem trabalhadas com os usuários de Implante Coclear, que vão ajudá-los a aprender a escutar através do trabalho de treinamento auditivo, que tem por finalidade fazer com que esses usuários aprendam a ouvir e interpretar os sons, com o intuito de desenvolver as funções auditivas necessárias a aquisição e ao desenvolvimento da linguagem oral.
Mas antes de chegar nessa fase existem etapas que antecedem o trabalho dessas habilidades, como a ativação do implante coclear e o mapeamento, que gostaríamos de falar um pouquinho
            A ativação do implante coclear é um dos momentos de maior ansiedade, não só para o paciente e sua família, mas também para toda a equipe envolvida. Para a ativação, a unidade externa é posicionada pela primeira vez atrás da orelha, conectada pela antena imantada à unidade interna e ligada (ativada). Em seguida, alguns testes são realizados em busca da sensação auditiva do paciente e sua reação.
Na ativação são estabelecidos os parâmetros de funcionamento dos sons que serão identificados pelo processador de fala e que vão permitir ao paciente escutar. Os primeiros trinta dias após a ativação buscam fazer com que a pessoa tenha as primeiras experiências sonoras, percebendo os sons dos ambientes em que vivem e das vozes às quais estarão expostas a partir de então.
Para as crianças com surdez congênita e aqueles pacientes que nunca ouviram, é comum que esse seja um momento de estranheza e até mesmo de desconforto. Trata-se do cérebro recebendo impulsos inéditos, ainda sem saber bem como identificá-los e o que fazer com eles. Para a pessoa que ouve pela primeira vez, os conceitos de “som”, “voz” ou “barulho” ainda não existem, e começam a ser estabelecidos a partir deste momento. Para os pacientes pós-linguais e que previamente dominavam a linguagem oral, a ativação tende a causar menos surpresa. A natureza e qualidade dos sons percebidos pela estimulação elétrica do implante coclear também são novas e estranhas para eles, que precisam se acostumar a elas. Mas apesar dessa possível estranheza, a ativação também costuma ser o momento mais bonito e emocionante de todo o tratamento. 

            Depois desse primeiro mês, ocorrerá o primeiro mapeamento. Depois os mapeamentos passam para uma rotina bimestral, trimestral, semestral até que se tornem um acompanhamento anual, onde o objetivo é ajustar os sons de maneira que fiquem cada vez mais claros, fortes e nítidos, sem provocar qualquer tipo de desconforto.
Tanto o nervo auditivo quanto o cérebro precisam aprender a identificar o novo som codificado do implante coclear, e os ajustes na programação são fundamentais para ir melhorando a audição e a discriminação da fala.
Depois que tudo se estabiliza, o paciente passa a realizar o acompanhamento anual que é de suma importância tanto para monitorizar a evolução com os testes de percepção de fala, como para monitorizar o implante coclear, já que na consulta sempre é verificado o funcionamento dos eletrodos, o funcionamento da unidade implantada e orientações com o processador de fala.
Ao mesmo tempo em que os mapeamentos vão sendo realizados, vai acontecendo o trabalho de treinamento auditivo com o objetivo de realizar estimulação auditiva para que se desenvolva de forma satisfatória a comunicação expressiva e receptiva do implantado, pois como já dito anteriormente, quem recebe o som é o ouvido, mas quem escuta e compreende o que foi ouvido é o cérebro e essas etapas são fundamentais para o sucesso do Implante Coclear, já que o implante permite a condição para escutar, porém a competência da escuta se dará por meio da estimulação do treinamento auditivo e de linguagem através de atendimento especializado.
Luana Zimpeck- Fonoaudióloga
Fernanda Faucz-Professora Reabilitadora


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Descobrindo o mundo através da magia do Sitio do Picapau Amarelo


Literatura é uma linguagem específica que, como toda linguagem, expressa uma determinada experiência humana, e dificilmente poderá ser definida com exatidão. Cada época compreendeu e produziu a literatura a seu modo. Conhecer esse “modo” é, sem dúvida, conhecer a singularidade de cada momento da longa marcha da humanidade em sua constante evolução. Conhecer a literatura que cada época destinou as suas crianças é conhecer os ideais e valores ou desvalores sobre os quais cada sociedade se fundamentou (e se fundamenta...). (COELHO, 2000, p. 27-28)

A literatura infantil sempre esteve e estará presente em nossas vidas muito antes da leitura e da escrita, seja por meio das cantigas de ninar, das brincadeiras de roda ou das contações de histórias realizadas pelos familiares. Porém quando as crianças chegam à escola é que a literatura passa a ter o poder de construir uma ligação lúdica entre o mundo da imaginação, dos símbolos subjetivos, e o mundo da escrita, dos signos convencionais impostos pela cultura sistematizada.
Uma boa obra literária é aquela que apresenta a realidade de forma nova e criativa, deixando espaço para o leitor descobrir o que está nas entrelinhas do texto. A interação da criança com a literatura possibilita uma formação rica em aspectos lúdicos, imaginativos e simbólicos. O desenvolvimento dessa interação, com procedimentos pedagógicos adequados, leva a criança a compreender melhor o texto e seu contexto.
A literatura favorece o desenvolvimento humano, tanto o social quanto o individual. Transforma a realidade, pois possibilita a reflexão do real e desperta na criança a busca de uma conquista de seus desejos. A literatura é um instrumento que transmite conhecimento e a cultura de uma comunidade.

São três as funções exercidas pela literatura: a função psicológica, a formadora e a social. A função psicológica desperta no homem a necessidade de fantasiar. A função formadora estimula o desenvolvimento educacional e a formação do homem. Enquanto a função social leva o indivíduo à sua identificação com o ambiente vivenciado na obra literária.
A literatura tem um papel importante para educação da criança, em sua fase de grandes descobertas e curiosidades. Como arte, a literatura trabalha o imaginário, a criatividade e estimula a linguagem. Assim, pais e professores devem explorar as múltiplas visões possibilitadas pela leitura de textos literários, que levam as crianças à possibilidade de reflexão, questionamento e recriação do real.
De acordo com os estudos de Williams e Mclean (1997), crianças surdas, acostumadas com leitura de livros de histórias em LIBRAS, tentam recontar as histórias. Descrevem os sentimentos das personagens baseando-se no texto e na ilustração. As crianças explicam razões para o comportamento das personagens e julgam as suas ações.
As crianças surdas passam pelas mesmas etapas que as crianças ouvintes no processo de aquisição de leitura e escrita. Ou seja, apresentam a capacidade de elaborar representações simbólicas e desenhos, de reconhecer os formatos das letras, para enfim chegar à forma convencional de aprendizagem da escrita e leitura. E para se desenvolverem precisam passar pelas etapas da aquisição de linguagem no seu tempo, com sua língua oral ou visual, para não terem um déficit na sua aprendizagem.
Quadros (2000) comenta que o acesso a leitura e escrita pela criança surda teria duas “chaves preciosas”: o relato de histórias e a produção de literatura infantil em sinais. Introduzir textos em língua de sinais, enquanto prática discursiva, dará condições para a criança surda de perceber como funciona o texto escrito. Esta possibilidade de trabalhar a língua de sinais via texto poderia ser concretizada através da utilização de vídeos em língua de sinais, contos de história por adultos surdos, teatros, etc.
Procurar uma literatura infantil que pudesse agregar, além do exposto acima, o desenvolvimento da linguagem, o conhecimento de mundo e a riqueza cultural do nosso país, levou-nos até Monteiro Lobato, com sua rica e espetacular obra “O Sítio do Picapau Amarelo”. Com o “Sítio”, Monteiro Lobato passou a fazer parte da formação de gerações e gerações de brasileiros, por meio de histórias cujo conteúdo educativo se mescla à irreverência, à liberdade de imaginação, ao incentivo ao questionamento e ao desenvolvimento de leitores críticos e independentes. Nesse espaço ficcional moderno e democrático, convivem figuras típicas da cultura brasileira - como o Saci, a boneca de pano e o curupira-, heróis da mitologia grega, personagens de desenho animado e uma infinidade de tipos e situações que fundem o arcaico ao moderno, a realidade à fantasia, em formas narrativas coloquiais e despojadas, que lembram a tradição oral de contar histórias.
Este plano de trabalho para o CAS, no segundo semestre de 2015, proporcionará as crianças e seus familiares, um leque amplo de conceitos, conhecimentos culturais, interações, focados no objetivo principal: a aquisição e aprendizado da LIBRAS.





Esperamos que, com esse trabalho possamos contribuir significativamente com os professores que atuam na educação de surdos, com propostas de atividades, criação de materiais e sugestões de interação entre escola, alunos e famílias.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Ele é surdo... e agoraaaaaa?



 Ele é surdo... e agoraaaaaa? 

              Se você chegasse na Rússia sem saber o idioma local e fosse acometido por uma doença que o levasse ao hospital, o que faria para se comunicar com médicos e enfermeiros? Se estivesse de passagem na Índia e fosse preso acusado de cometer um crime do qual é inocente, como faria para dar seu depoimento? E se você chegasse na Alemanha, precisasse fazer uma entrevista de emprego sem falar nem sequer uma palavra no idioma alemão? Acho que de inicio ficaria desesperado não é?! Mas.... se descobrisse que há uma central com profissionais intérpretes a disposição gratuitamente? Uffffaaaaaa!!!! Fazendo uma comparação com os exemplos acima, no Brasil existem surdos que falam a Libras, a Língua Brasileira de Sinais, e quando estão em situações parecidas se sentem como estrangeiros em seu próprio país. Para que isso não ocorra contamos com as Centrais de Interpretação de Língua de Sinais (CILS) e em especial aqui em Santa Catarina na cidade de São José está a CILS/SC que dispõe de profissionais habilitados para mediar a comunicação entre surdos e ouvintes. Se você é surdo e precisa ir ao médico, depor em alguma delegacia, fazer uma entrevista de emprego, solicitar ou acompanhar seu benefício da Previdência Social ou participar de um julgamento, entre em contato conosco. Skype: Central Intépretes SC E-mail: centralinterpretes@fcee.sc.gov.br. 
              Se você é um profissional das áreas citadas acima e vai atender um surdo, também pode solicitar nossos serviços através das mesmas ferramentas. Mas lembre-se, é necessário fazer o agendamento com 48 horas de antecedência e atendemos toda a Grande Florianópolis. E atenção, o objetivo da CILS é fazer apenas a interpretação entre as partes envolvidas, não fornecemos trabalho de orientação em quaisquer das áreas mencionadas. Conheça os profissionais que trabalham atualmente na CILS/SC.


Gizelle Fagá

Paula Cecília

Flávio Azevedo

Marliza Bruch

João Netto
Emiliana Steinbach