terça-feira, 11 de outubro de 2016

ATIVIDADES DO DIA DAS CRIANÇAS AEE L1 E L2



No dia 10 e 11 de outubro de 2016, a equipe do CAS organizou um dia de festa para comemorar o dia das crianças. Como estávamos trabalhando o Tema “Brasil, seus estados e animais em extinção” preparamos jogos e brincadeiras utilizando quebra-cabeça, caixa mágica e caça ao tesouro com esse mesmo tema.
Nosso trabalho teve o objetivo que todas as turmas interagissem e socializassem seus conhecimentos em LIBRAS e português com seus colegas. Juntamos todos os usuários do CAS numa mesma sala e a interação foi muito produtiva, pois todos demonstraram interesse, animação, participação e mesmo sendo uma competição, os grupos foram solidários, tentando ajudar uns aos outros, mesmo sendo da equipe adversária.
A programação foi toda preparada para ser realizada na área externa, todavia no período matutino não foi possível devido ao mau tempo.

Equipe responsável:
Patrícia Amaral – Coordenadora CAS
Marli Simiano – Pedagoga CAS
Luiz Augusto da Silva – Professor bilíngüe L2
Simone do Amaral – Professora bilíngüe L2
Thiago Amaral Vitorino – Professor de LIBRAS L1






















quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Boletim informativo

Boletim informativo
Responsável: Prof. Luiz Agusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português
Pedagoga: Marli Simiano de Souza
Recursos especiais utilizados em sala de aula.

A FCEE/CAS, tem entre seus usuários, um aluno cadeirante com coordenação motora comprometida e uma aluna com baixa visão.
Ambos precisam utilizar equipamentos diferenciados para que sua produção se desenvolva dentro da maior normalidade possível.
No AEE L2, para o cadeirante, adotamos um teclado com dimensões maiores, sob um suporte de leitura, que mantém o teclado na posição de 45 º. O usuário está aprendendo a controlar os impulsos da musculatura tanto do braço quanto das mãos e já está conseguindo operar o teclado. A experiência é promissora, faltam mais treinos para que no futuro muito próximo o usuário possa se comunicar utilizando o computador e fazer suas atividades através da escrita utilizando o teclado. Esse treino está ajudando também o usuário a produzir os sinais em LIBRAS com mais clareza, além de usar a caneta na lousa com mais precisão. O que antes eram rabiscos irreconhecíveis, devido sua falta de controle na musculatura, hoje a produção está se tornando mais clara e coerente.
Para a usuária com baixa visão, utilizamos um suporte para leitura, que além de manter o texto bem próximo do seu campo de visão, evita o problema de postura corporal.

Ambos equipamentos, associados a métodos didáticos apropriados, facilitam a interação do aluno com o professor e reflete numa produtividade melhor em conteúdo.








Plano de aula - Tema: “O PRINCIPE SAPO”

Boletim informativo
Responsável: Prof. Luiz Agusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português
Plano de aula - Tema: “O PRINCIPE SAPO”


O objetivo é ensinar LIBRAS, aumentar o vocabulário, expressão facial, corporal. O usuário aprende a memorizar textos sinalizados, e a relacionar histórias infantis, e do imaginário. Treinamos as sinalizações correspondentes ao vocabulário da história e fizemos um ensaio adaptado da história assistida, uma releitura do vídeo original, onde as adaptações e improvisos foram essenciais para o sucesso. A cada treino o vídeo era assistido novamente e sanado duvidas de forma que cada vez mais, melhorava as sinalizações e a memorização do conteúdo. As discussões á respeito do tema geraram mais aprendizado do que o esperado. Houve entrosamento, dialogo e aprendizado de sinais antes desconhecidos pelo grupo de alunos.
Os materiais usados foram EVA e TNT coloridos e foram feitas coroas para príncipe e princesas, máscara de sapo, utilizados pratos e copos descartáveis, uma almofada grande, uma bola plástica, uma mesa, quatro cadeiras e um tatame e confeccionamos uma árvore de papelão, materiais esses para compor um cenário para o vídeo.
A parte mais difícil foi a falta de prática dos usuários em encenar e fazer fluir naturalmente o texto. O vídeo tomado como base, pode ser encontrado em https://www.youtube.com/watch?v=B_1sPE7EzWU .
O vocabulário principal, tratado com esse tema tem os seguintes sinais em Libras: sapo, rei, rainha, coroa, bola, árvore, chorar, susto, afundou, ajudar, pegar, pensar, trocar, vestido, jóias, dar, não/negação, querer, junto, comigo, comer, distante, nada, dentro, castelo, cama, prometer, pular, muitos, nunca, poder, fugir, esperar, meu, minha, esquecer, tchau, ir, assustar, porquê, perseguir, estranho, brincar, ver, duvidar, convidar, quieto, calor, sentar, feliz e outros.

Alguns registros do teatro.


























Plano de aula - Tema: O bairro onde moro

Boletim informativo
Responsável: Prof. Luiz Augusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português
Pedagoga: Marli Simiano de Souza
Plano de aula - Tema: O bairro onde moro

Essa atividade consiste em ensinar o português escrito com aulas temáticas. O primeiro tema trabalhado foi “O bairro onde moro” e está previsto outro tema como, “A casa onde moro”, complementando com o primeiro.
O usuário desenvolverá o tema, e aprenderá de forma espontânea, unindo curiosidade, brincadeiras e a aquisição do português escrito, porque precisará sempre lêr e escrever sobre o tema dado. Dessa forma o professor poderá trabalhar a gramática do português escrito junto com as sinalizações em Libras.
Para o tema “O bairro onde moro” os usuários montaram sobre uma prancha de papelão, revestida com cartolina colorida, maquetes feitas de papel, que o professor buscou na internet. Então cada maquete é personalizada, pois traz a informação que o usuário tem sobre o local onde vive. Tiveram a sua disposição, casas, prédios, igrejas, animais, carros, estradas, semáforo, etc O material utilizado foi: papelão, tinta guache, pincel permanente azul e vermelho, moldes para recortar e colar, tesoura sem ponta, cartolina, palito de espetinho de gato, cola branca, tampa de garrafas pet e fotocópias. Além da maquete, buscamos na internet, no Google maps, o endereço dos usuários. Eles puderam localizar seu bairro e suas casas. Alguns não conheciam esse recurso e ficaram admirados com as imagens, pois localizaram casas de pessoas conhecidas e parentes que moram próximos. Os moldes podem ser encontrados em http://graciele-santos.blogspot.com.br/2013/06/moldes-para-fazer-casinha-de-papelao-ou.html , neste blog há links para todos os moldes trabalhados.
No português escrito trabalhamos com sujeito/verbo/objeto e obtivemos bom rendimento no aprendizado. Exemplo: [A] CASA ONDE ESTÁ ? EU TENHO CARRO. ESSA É [A] IGREJA. EU MORO AQUI . [A] CASA É VERDE . [O] VASO TEM FLORÊS . etc.

Abaixo alguns registros das atividades.















Fonte/Créditos:
Quadros Ronice Muller de. Magali L.P. Schmietd- Idéias para ensinar português para surdos – Brasilia – MEC, SEESP, 2006
Bomfim, Duane Antunes – Aprendendo a Entender: Teorias e Práticas para o processo de ensino aprendizagem de surdos Governador Valadares: Editora ASAS, 2010
Lemes, Valderez A. M. Prass – Iniciando a Comunicação escrita: Leviatã (não localizei data e editora).

Plano de aula - Tema: Contos desenhados

Boletim informativo
Responsável: Prof. Luiz Agusto da Silva Prof. Bilingue Libras/Português
Plano de aula - Tema: Contos desenhados

Esse recurso foi utilizado inicialmente para criar empatia entre professor e usuário, uma vez que estavam se conhecendo logo nas primeiras aulas do semestre letivo. A estorinha infantil cativa e o fantasma da rejeição por um professor novo e falta que faz do jeito de trabalhar do professor anterior, vão se dissipando gradativamente, fazendo com que o usuário se familiarize mais fácil.
Com estórias infantis o usuário aprenderá a memorizar textos sinalizados, desenhos e a relacionar histórias infantis e o imaginário. Foco nos sinais da LIBRAS e expressões faciais. Foram utilizados o quadro branco, lápis, EVA, tesoura sem ponta. Durante a contação da estória o professor vai desenhando no quadro as partes do tema, de forma que ao final, aparecerá na lousa o desenho completo, objeto da história a ser contada. Além de “O camundongo”, foram trabalhados temas como, “O sorvete”, “O coelho” e “A chave”. Os desenhos também foram refeitos em EVA, e cartolina, recortados como um quebra-cabeça para que o usuário associasse as partes do desenho com as partes que se relacionam com a estória. Monta e conta, ou desenha na lousa e conta. Trabalhamos as duas formas.
Esses contos podem ser encontrados em : Contos desenhados de Per Gustavson https://br.pinterest.com/ProfeCaren/contos-desenhados/ .
O vocabulário em Libras, tratado na sala é o que faz parte integrante da estória e é possível utilizar esse recurso para conhecer as habilidades dos alunos e seus conhecimentos da Libras. Além disso pode-se ensinar outros temas, como natureza, animais, família, cores etc.
O usuário participa, refazendo o desenho e recontando a estória do seu modo aos demais usuários. Todos os usuários que participaram, acabaram de alguma forma, contando a estória do seu jeito, acrescentando, ou retirando os itens que não lembrava, mas ao final o desenho sempre saia completo.

O usuário irá fazer da leitura algo mais prazeroso e relacionar desenhos + habilidades de raciocínio/criatividade. Interagir.





  

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O CAS da FCEE leva LIBRAS para as Escolas

 

No dia 29 de abril, a equipe do Centro de Capacitação de Profissionais de Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) participou, pela segunda vez, da feira do livro do Colégio Santa Catarina. Os profissionais apresentaram uma adaptação da história do Sítio do Pica-pau Amarelo. A peça foi toda em LIBRAS com os interpretes fazendo as vozes dos personagens.
O principal objetivo é difundir a língua de sinais e mostrar que todos podem ter acesso a cultura. Para a Equipe do CAS “foi muito gratificante a integração das crianças com os atores surdos, participando do espetáculo e demonstrando interesse em aprender LIBRAS para poder se comunicar com a comunidade surda”.
Agradecemos a equipe do Colégio Santa Catarina pelo convite e pela oportunidade de podermos mostrar um pouco da língua de sinais e da cultura surda.












Confira o vídeo no Facebook do CAS/FCEE












segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ativação e Mapeamento do Implante Coclear de uma Usuária da FCEE

         
            Em junho de 2015, publicamos aqui no blog um texto que falava a respeito das habilidades auditivas a serem trabalhadas com os usuários de Implante Coclear, que vão ajudá-los a aprender a escutar através do trabalho de treinamento auditivo, que tem por finalidade fazer com que esses usuários aprendam a ouvir e interpretar os sons, com o intuito de desenvolver as funções auditivas necessárias a aquisição e ao desenvolvimento da linguagem oral.
Mas antes de chegar nessa fase existem etapas que antecedem o trabalho dessas habilidades, como a ativação do implante coclear e o mapeamento, que gostaríamos de falar um pouquinho
            A ativação do implante coclear é um dos momentos de maior ansiedade, não só para o paciente e sua família, mas também para toda a equipe envolvida. Para a ativação, a unidade externa é posicionada pela primeira vez atrás da orelha, conectada pela antena imantada à unidade interna e ligada (ativada). Em seguida, alguns testes são realizados em busca da sensação auditiva do paciente e sua reação.
Na ativação são estabelecidos os parâmetros de funcionamento dos sons que serão identificados pelo processador de fala e que vão permitir ao paciente escutar. Os primeiros trinta dias após a ativação buscam fazer com que a pessoa tenha as primeiras experiências sonoras, percebendo os sons dos ambientes em que vivem e das vozes às quais estarão expostas a partir de então.
Para as crianças com surdez congênita e aqueles pacientes que nunca ouviram, é comum que esse seja um momento de estranheza e até mesmo de desconforto. Trata-se do cérebro recebendo impulsos inéditos, ainda sem saber bem como identificá-los e o que fazer com eles. Para a pessoa que ouve pela primeira vez, os conceitos de “som”, “voz” ou “barulho” ainda não existem, e começam a ser estabelecidos a partir deste momento. Para os pacientes pós-linguais e que previamente dominavam a linguagem oral, a ativação tende a causar menos surpresa. A natureza e qualidade dos sons percebidos pela estimulação elétrica do implante coclear também são novas e estranhas para eles, que precisam se acostumar a elas. Mas apesar dessa possível estranheza, a ativação também costuma ser o momento mais bonito e emocionante de todo o tratamento. 

            Depois desse primeiro mês, ocorrerá o primeiro mapeamento. Depois os mapeamentos passam para uma rotina bimestral, trimestral, semestral até que se tornem um acompanhamento anual, onde o objetivo é ajustar os sons de maneira que fiquem cada vez mais claros, fortes e nítidos, sem provocar qualquer tipo de desconforto.
Tanto o nervo auditivo quanto o cérebro precisam aprender a identificar o novo som codificado do implante coclear, e os ajustes na programação são fundamentais para ir melhorando a audição e a discriminação da fala.
Depois que tudo se estabiliza, o paciente passa a realizar o acompanhamento anual que é de suma importância tanto para monitorizar a evolução com os testes de percepção de fala, como para monitorizar o implante coclear, já que na consulta sempre é verificado o funcionamento dos eletrodos, o funcionamento da unidade implantada e orientações com o processador de fala.
Ao mesmo tempo em que os mapeamentos vão sendo realizados, vai acontecendo o trabalho de treinamento auditivo com o objetivo de realizar estimulação auditiva para que se desenvolva de forma satisfatória a comunicação expressiva e receptiva do implantado, pois como já dito anteriormente, quem recebe o som é o ouvido, mas quem escuta e compreende o que foi ouvido é o cérebro e essas etapas são fundamentais para o sucesso do Implante Coclear, já que o implante permite a condição para escutar, porém a competência da escuta se dará por meio da estimulação do treinamento auditivo e de linguagem através de atendimento especializado.
Luana Zimpeck- Fonoaudióloga
Fernanda Faucz-Professora Reabilitadora